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quinta-feira, 9 de abril de 2009

um sonho na lua Cheia de Áries...



Durante a silêncio, o nada reaparece, é um negro nada que se soma a imagens sobrepostas de tons variados de violeta a roxos infinitos.
Movimentos de expansão dos tons onde se colocam nas extremidades duas esferas violeta-azuladas e no centro uma amarelo –dourada que se expande e se contrai lentamente.
Entre as imagens que vem e vão, estas esferas vem e vão também, como se fossem o intervalo de imagens mais detalhadas que aparecem a seguir.
O planeta Terra se mostra ao longe, com inúmeros botões de flores amarelas que se abrem sucessivamente por toda a sua extensão.

Um grande templo se apresenta, etérico, sem que eu consiga perceber muitos detalhes, somente como se a imagem da construção estivesse cortada pelo meio e a visse desta perspectiva enquanto muitos seres humanos chegam com suas vestes brancas longas, como camisolas de mangas longas e decotes redondos, as roupas são todas iguais, mas as pessoas não, são de diversas nacionalidades e se apresentam emocionalmente de diversas maneiras, porém, todos conscientes do chamado e por isto estão ali.
Alguns já sentados,outros ainda em pé e parados e outros ainda chegando ao local.

Na frente de todos estão os Mestres da Grande Fraternidade Branca e outros Mestres que desconheço, mas sei que o são, seres que já passaram por tudo o que ainda passamos e conseguiram atingir sua própria maestria através do centramento.

Nas laterais do templo, grandes anjos que portam grandes asas de tonalidades de diferentes azuis pastéis de braços abertos como se abraçando a todos ali presentes num grande e protetor abraço coletivo.

Entre os Mestres, reconheço Confúcio, Kuthumi e El Morya, é Confúcio que se adianta para falar e instruir a todos, depois é Kuthumi que se aproxima com a mesma função. Não consigo perceber o que é dito, pelo menos conscientemente, mas percebo que é uma longa palestra que é dada a todos que estão muito atentos a todo o ensinamento.
A certeza que fica é que todos sairão diferentes do que chegaram, mesmo sem ter a consciência de todo o processo.

Olho para o céu e vejo, este é o início da Lua Cheia de Áries de 2009.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Lírio de carnaval...



Apesar das notícias que têm corrido no mundo, tenho tido algumas alegrias ao ler o jornal, é só saber procurar...
Desta vez, foi com a coluna do Carlos Heitor Cony que começa citando “ a infinita capacidade do homem em buscar sarna para se coçar”.
Conta sua saga entre pianista, escritor e jornalista e que , num momento destes de estar afastado das suas tarefas originais, por uma operação nas cordas vocais começou a se coçar, pintando.
Pintando mesmo, com pincéis, tintas e, por fim, quadros foram se apresentando e mais tarde ele diz que ainda os vendeu a “desavisados” que viram ali arte...
Este é meu convite para este período do carnaval para aqueles que não curtem a festa, as ruas lotadas de gente suada e pulando vai se saber por que.
Não, não vou dizer que sou destas que não gosta de carnaval.
Muito pelo contrário, tenho foto fantasiada de pierrô !
Quando ainda pequena, participei de concursos de fantasias do clube. Confesso que nunca tive a oportunidade de ganhar, mas me diverti um bocado com aqueles bailes- matinês, a corda separando os pirralhos dos adolescentes metidos a serem muito grandes... aliás, pra mim, eram grandes mesmo, pois sempre fui mais pra baixinha, mesmo entre os da minha idade.rs
Depois das matinês, participei também de muitos bailes num lindo salão do clube, salão este que foi demolido, mas não demolidas as lembranças daqueles tempos do “ê balance, balancê... mais tarde, vieram os bailes nas ruas de Minas Gerais... sem falar num carnaval passado no Rio de Janeiro, este, na contramão das escolas de samba,onde enfim, pude aproveitar pela primeira vez, a mansidão da grande cidade abandonada pela folia.
A partir daí, esta mansidão me pegou em cheio.
Tá, confesso que ainda fui vítima feliz dos bonecões das ruas de São Bento de Sapucaí no meio do caminho...tempo bom entre as montanhas e marchinhas lindas...e o risco de levar um tapa no rosto de algum bonecão maluco girando no meio da multidão.
Mas, ainda a mansidão me ganha mais e o convite é curtir a mansidão aproveitando-a para se reinventar, pois, já que alguém pode aproveitar um momento pós cirúrgico para trazer de dentro de si a capacidade de pintar lindos quadros que podem até sensibilizar os desavisados, por que não você?
Lápis, papel, tintas, pincéis, não importa muito como... deixe a mente levar suas mãos onde elas podem te levar... a gente pode se surpreender nestes momentos de reinvenção...
Aproveite a mansidão desta época... reinvente-se, faça de momentos únicos, momentos criativos, momentos que serão seus com você mesmo, redescobrindo-se de um modo que talvez nem imagine ser...
Aproveite a mansidão da época pra se reinventar...deixe de lado tudo o que faz com que você se amorteça em sua vida.
Reinvente-se, amplie-se, abra sua consciência... seja feliz por todas as facetas de Luz que existem em você e deixa tudo isto fluir...
Pois, então, este é meu convite:

Deixa sua mente se abrir...

Obs. O texto que cito é O MOSTEIRO DOS TIJOLOS DE FELTROS, de Carlos Heitor Cony, na Folha Ilustrada do Jornal Folha de S.Paulo, desta sexta feira, 20/02/2009.

Obs 2: a imagem é minha... intitulada LÍRIO De CARNAVAL