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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O mundo é muito maior que nossa miopia - Carmen Monteiro





Escrevendo pra uma sobrinha muito querida hoje me veio uma frase:

O mundo é muito maior que nossa miopia...

E isto ficou martelando na minha cabeça porque existe uma quase "síndrome" se posso dizer assim, de enxergarmos tudo de uma forma muito limitada... como se víssemos tudo com uma lente de microscópio, tudo ali, somente por aquela lente, por aquela visão minúscula e aumentada ao mesmo tempo.

Os problemas nossos se tornam maiores e o mundo se torna extremamente limitado se imaginarmos isto de estarmos olhando nossas questões diárias através de uma lente de microscópio,não é?

Minha proposta hoje é rápida.

Tirem o foco de suas lentes microscópicas de vida. Todos temos uma ou muitas destas, nao se enganem!

Levantem seus olhos e olhem além, muito além destas minúsculas lâminas de "vida".

Sorriam de si mesmos diante da ridiculeza de sofrerem tão profundamente as angústias de viverem limitados a um microscópio...

Nossa vida é muito mais que tudo isto.

Um floral vem a minha mente: Piper.. do sistema dos florais de saint germain
Uma carta de tarot: O louco

pesquisem a respeito e me digam depois.. o que é ver a vida e vivê-la sem tanta miopia...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

tarot, nascer e por do sol, vida e morte...e a escolha de referenciais...


Esta foto é de um nascer do sol.

Poderia facilmente ser confundida com um por do sol.

Tudo depende do nosso referencial.

Nesta quinta será a missa de sétimo dia da minha querida amiga de infância.

Quando meu pai faleceu vivenciei e aprendi o quanto choramos por, simplesmente, pensarmos em todas as oportunidades pelas quais passaremos dali em diante sem a pessoa que se foi.

Percebi meu egoísmo e me refiz a partir daí.
Chorei sim, de saudades, mas não mais chorei por dó de mim mesma e me senti mais digna assim.
Aprendi também que tudo é finito em nosso plano físico e isto me fez valorizar cada momento vivido a partir dali.

Novamente é por aí que faço meu caminho. Choro de emoções e saudades, mas quando percebo que é o egoísmo que me vem à tona, prefiro refletir um pouco mais, rezar um pouquinho e pedir que minha amiga esteja em paz e que assim eu também fique. Isto faz toda a diferença pra mim.

A morte é o início ou o fim?

Tudo depende do referencial.

No tarot , a carta da morte é a décima terceira carta dos chamados arcanos maiores e nos traz a informação oracular da transformação. A morte no tarot é vista como o momento em que estamos passando por transformações ou finais de ciclos, momentos em que deixamos idéias e formas pra trás e que nos traz a renovação para novos tempos.

Esta é uma das melhores definições de morte e no fundo temos a consciência disto tudo em nossas células pois, passamos pela morte em vários níveis e em vários momentos em nossas vidas, sem falarmos nas várias mortes que nosso espírito passa através de tantas vidas de aprendizado.

Vivenciamos a morte o tempo todo como também vivenciamos a vida o tempo todo.

Gosto mesmo de pensar na questão de como lidar com a morte fazendo um paralelo com o nascimento.
Nascer e morrer são muito parecidos, como também são muito parecidos o nascer e o por do sol.

Quando uma criança nasce tudo muda à nossa volta e vamos aos poucos acostumando com esta criança nascida e que permanece “nascida” em nossas vidas, só crescendo e somando experiências.
A cada nova experiência, estamos também aprendendo a nos relacionar com esta criança que um dia nasceu em nossas vidas.
E isto é para sempre.Convivemos com este nascimento por toda nossa vida.

A morte é igual. A pessoa querida morre e a cada dia a partir dali vamos vivendo e nos acostumando com esta pessoa querida que morreu.
Vivemos experiências inéditas e ao mesmo tempo em que as vivemos temos a consciência de que, agora, esta pessoa está morta a cada dia em que vivemos.
Estas novas experiências vão surgindo e nós vamos convivendo com a morte física desta pessoa a partir daí por toda a nossa vida.

Existem também os que morrem em vida. Os que desaparecem de nossas vidas por inúmeras razões ou por razão nenhuma.
O resto de nossas vidas convivemos com estes que costumo chamar de vivos mortos ou mortos vivos. Novas experiências vão também surgindo e vamos vivendo na expectativa de que estes vivos mortos renasçam das suas cinzas. Esta é a única das opções de morte e nascimento em que podemos, mesmo contra todas as possibilidades, ter a dádiva das consciências ampliadas fazendo com que o vivo morto volte a ser vivo vivo mesmo.

A morte dói, mas o nascimento também dói em níveis que não nos lembramos depois que estamos “nascidos”.

Meu convite aqui é que possamos refletir sobre a morte como o nascimento e vice versa.

Que possamos refletir sobre o nascer do sol como o por do sol e vice versa.

Que possamos chorar sim, de saudades, pois ter saudades é sinal de que foi bom viver o que vivemos.

Mas que, mesmo vivendo o choro de saudades possamos nos reinventar para que, juntos, vivamos esta transformação que é aprendizado para todos nós.

Meu convite é este, façamos as melhores escolhas de nossos referenciais, ampliemos nossos horizontes e sejamos felizes enquanto cumprimos nossos dias e noites.

Sejamos felizes enquanto vivenciamos mais um nascer do sol e mais um por do sol nesta roda que é a vida.